09 MAI 2017 ÀS 10H00

Além da idade: mentes sãs e corpos fragilizados

No início do século passado a expectativa de vida do brasileiro era de 33,7 anos. Há 70 anos, em 1950, essa expectativa havia quase dobrado (65 anos). E hoje a expectativa de vida de um brasileiro ao nascer é de 75,5 anos. Enquanto isso, em 10 anos, a taxa de natalidade no Brasil caiu de 2,14 filhos nascidos vivos por mulher para 1,74. Uma queda de 18,6% (de 2005 a 2015).

Este breve panorama da nossa população indica que cada vez mais pessoas idosas farão parte de nossa sociedade. Em nossas comunidades eclesiásticas será maior a participação de pessoas idosas nas atividades e ministérios das igrejas. Diante disso, é preciso lançarmos um novo olhar sobre a terceira idade e sobre o envelhecimento.

O idoso é visto pela maioria como alguém que não produz, como o 'velho'

Uma pesquisa feita com idosos em 2011 revelou um discurso muito interessante entre os pesquisados, muitos deles disseram coisas como "...por dentro ainda sou o(a) mesmo(a)." O idoso é visto pela maioria como alguém que não produz, como o aposentado, que não tem mais força, que ficou confuso... Enfim, o velho.

O que tem sido descoberto, no entanto, é que as limitações dos idosos são muitas vezes impostas pelos mais jovens, como os filhos, os empregadores e até mesmo os pastores e líderes das igrejas.

Os idosos, na realidade, possuem características muito preciosas, as quais talvez ficaram escondidas debaixo da pele enrugada e dos cabelos brancos. A iniciativa privada já percebeu isso e tem tido excelentes resultados na contratação destas pessoas. A paciência para ensinar, a resiliência e a agilidade na tomada de decisão são algumas destas características.

O idoso possui algumas limitações, é verdade, mas ele sabe conviver com elas. E sendo dada a oportunidade para que ele atue, é muito provável que surja ali uma mente vibrante, pronta para alcançar metas e realizar sonhos.

07 ABR 2017 ÀS 09H00

Terapia e Aconselhamento: uma relação possível

Será possível haver uma relação pacífica entre a atividade psicoterapêutica e o aconselhamento pastoral? Afirmo com muita convicção que sim, é possível.

Na verdade, esta animosidade que acaba sendo criada em volta do tema é fruto mais da ignorância do que dos fatos. Entre os pastores que conheço talvez um ou outro tenha receio quanto à psicoterapia conduzida pelo psicólogo. 

E também entre os psicólogos que são cristãos e estão convictos em nossa fé, desconheço algum que afirme que um pastor não deve fazer aconselhamentos ou que a prática do aconselhamento é errada ou não funciona.

“Aos pastores e aos psicólogos: limites”

Talvez a questão esteja relacionada à confusão que se faz entre aquilo que é espiritual e o que é de ordem emocional. Os pastores bem preparados sabem, pela experiência, diferenciar o que é de ordem espiritual e entendem a necessidade de fazer um encaminhamento quando percebem a existência de questões emocionais que precisam de atenção. 

Da mesma forma, o profissional psicólogo, quando compreende que a espiritualidade é parte constituinte do ser humano, orienta a que o paciente procure seu pastor para tratar do problema espiritual que foge à sua alçada.

É importante saber, assim, que o aconselhamento pastoral e a psicoterapia são práticas muito distintas, mas de forma alguma são opostas. Compreendo que o pastor pode e deve procurar aperfeiçoamento, inclusive estudando psicologia mas sem, contudo, perder o foco na questão espiritual. 

Aconselhamento pastoral e a psicoterapia não são opostas

E o psicólogo cristão não precisa esquecer-se de que é crente quando entra no consultório. Ele deve procurar se aperfeiçoar para compreender mais e melhor a espiritualidade, além de estar em dia com o exercício da espiritualidade em sua vida pessoal. 

O psicólogo deve, inclusive, procurar seu pastor e com ele tratar suas próprias questões espirituais. E os pastores, não devem deixar de procurar ajuda psicoterapêutica quando perceberem que seu sofrimento é de ordem emocional; já é ultrapassada a ideia de que o pastor não precisa de ajuda.

 

11 JAN 2017 ÀS 20H42

O desenvolvimento psíquico de um adolescente

Um dos elementos mais importantes no desenvolvimento psíquico de um adolescente é a socialização. Estamos falamos do processo de busca pela independência psicológica e emocional dos relacionamentos familiares. Os relacionamentos que o adolescente estabelece com colegas e amigos da mesma idade, suas relações com professores, líderes e figuras de admiração fora do círculo familiar, oferecem crescimento e amadurecimento necessários para a vida adulta.

Socializar-se significa se relacionar com pessoas diferentes e com as quais haja troca de experiências, isso colabora para que o adolescente desenvolva sua individualidade. Este intercâmbio de experiências e histórias dos adolescentes acontece na escola, na igreja e também em clubes e equipes esportivas, por exemplo.

Ainda em franco desenvolvimento, o adolescente tem poucas referências do que seja bom ou mau para si mesmo, e por isso é importante que o adolescente tenha ambientes seguros onde possa exercitar a socialização. É um momento em que a educação e as experiências familiares entram em cena e o adolescente pode aprender a tomar decisões por si próprio.